E eu, aqui,
novamente... Mas dessa vez para te contar a rotina de um bancário.
Eu ainda nem
sei como é de verdade a rotina de um bancário... só que de uma coisa eu tenho
certeza: mais uma vez, eu estou lhe dando com pessoas. E agora, o que mais
importa pessoalmente, é o dinheiro de cada uma. Não para mim, mas pior, para
elas.
Enquanto elas
lidam com dinheiro, umas com muito, outras com quase nada, umas com negativo...
algumas humildemente, outras, grosseiramente; eu lido com elas: paciência,
compreensão, atenção, etiqueta, postura, cuidado... E o cuidado que eu falo
aqui, não é sobre cuidar do que elas têm a me oferecer. É sobre cuidar delas. E
nós, que de dentro, nem imaginamos, que 1 minuto de atenção e “cuidado” bem
dado a qualquer deles, vai mudar nosso dia numa benção a mais desejada.
E quero deixar
bem claro: antes de fornecedora de serviços bancários, eu fui consumidora. E
ainda sou. Só que com um olhar diferenciado.
Eu era
impaciente, queria cumprir todas as minhas tarefas em horários de almoço, ser bem
atendida, com todas as explicações necessárias... eu queria agilidade e
eficiência pelo serviço que eu estava pagando.
Se pararmos
para analisar como pessoas, é quase que inexistente uma prestação de
serviços que nos satisfaça por completo, 100%. E não seria dos bancos, que nós
teríamos o direito de cobrar essa satisfação absoluta.
Acontece que
estamos dispostos a atender, mesmo que forçadamente, vocês clientes. Não importa
em qual dia estamos, bons ou ruins, devemos estar plenamente prontos a
atendê-los da maneira que amenize qualquer nervosismo ou frustração alheia.
Quero enfatizar que isso é a pura verdade daqueles que se dispõe a trabalhar no
comércio. E essa informação é óbvia. Então senhores, por favor. Se não detém
esse dom, caiam fora.
Eu tento cuidar
daqueles clientes impacientes, grossos, apressados, nervosos, ansiosos. Mas
antes de cuidá-los, eu analiso-os inconscientemente.
Eu posso até
estar em um dia ruim, mas aquela minha estranha sensação, desaparece a medida
que eu me vejo a frente de muito piores. E sabe o que penso: é uma pena! E o
meu mais auto-controle resplandece de um lugar que eu jamais habitei pela minha
mente.
Empatia é quase
tudo na vida. Quem sou eu pra julgar ou dizer o que está ou não errado. Apenas
me coloco no lugar daquelas pessoas. E quando, surpreendentemente, recebo um
elogio inesperado. Ou mais, uma reclamação que também jamais esperaria.
Tente descobrir
qual será a reação de uma pessoa. E descubra que a sua tentativa será em muitas
vezes, reprimida.
Aqui eu lhes
conto ou lhes desvendo como andar pelo caminho certo: basta você colocar amor
no que está fazendo.