segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aprendiz de bancária

E eu, aqui, novamente... Mas dessa vez para te contar a rotina de um bancário.
Eu ainda nem sei como é de verdade a rotina de um bancário... só que de uma coisa eu tenho certeza: mais uma vez, eu estou lhe dando com pessoas. E agora, o que mais importa pessoalmente, é o dinheiro de cada uma. Não para mim, mas pior, para elas.
Enquanto elas lidam com dinheiro, umas com muito, outras com quase nada, umas com negativo... algumas humildemente, outras, grosseiramente; eu lido com elas: paciência, compreensão, atenção, etiqueta, postura, cuidado... E o cuidado que eu falo aqui, não é sobre cuidar do que elas têm a me oferecer. É sobre cuidar delas. E nós, que de dentro, nem imaginamos, que 1 minuto de atenção e “cuidado” bem dado a qualquer deles, vai mudar nosso dia numa benção a mais desejada.
E quero deixar bem claro: antes de fornecedora de serviços bancários, eu fui consumidora. E ainda sou. Só que com um olhar diferenciado.
Eu era impaciente, queria cumprir todas as minhas tarefas em horários de almoço, ser bem atendida, com todas as explicações necessárias... eu queria agilidade e eficiência pelo serviço que eu estava pagando.
Se pararmos para analisar como pessoas, é quase que inexistente uma prestação de serviços que nos satisfaça por completo, 100%. E não seria dos bancos, que nós teríamos o direito de cobrar essa satisfação absoluta.
Acontece que estamos dispostos a atender, mesmo que forçadamente, vocês clientes. Não importa em qual dia estamos, bons ou ruins, devemos estar plenamente prontos a atendê-los da maneira que amenize qualquer nervosismo ou frustração alheia. Quero enfatizar que isso é a pura verdade daqueles que se dispõe a trabalhar no comércio. E essa informação é óbvia. Então senhores, por favor. Se não detém esse dom, caiam fora.
Eu tento cuidar daqueles clientes impacientes, grossos, apressados, nervosos, ansiosos. Mas antes de cuidá-los, eu analiso-os inconscientemente.
Eu posso até estar em um dia ruim, mas aquela minha estranha sensação, desaparece a medida que eu me vejo a frente de muito piores. E sabe o que penso: é uma pena! E o meu mais auto-controle resplandece de um lugar que eu jamais habitei pela minha mente.
Empatia é quase tudo na vida. Quem sou eu pra julgar ou dizer o que está ou não errado. Apenas me coloco no lugar daquelas pessoas. E quando, surpreendentemente, recebo um elogio inesperado. Ou mais, uma reclamação que também jamais esperaria.
Tente descobrir qual será a reação de uma pessoa. E descubra que a sua tentativa será em muitas vezes, reprimida.
Aqui eu lhes conto ou lhes desvendo como andar pelo caminho certo: basta você colocar amor no que está fazendo. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Os 50 anos do golpe de 1964 - http://veja.abril.com.br/multimidia/video/os-50-anos-do-golpe-de-1964

     Estava eu, no Pão de açúcar, em pleno domingo às 17h30min, realizando atos de gentileza, deixando passar um moço a minha frente no caixa rápido e inconformada com o fato de que minha compra, de pouquíssimas coisas (atente-se ao fato de que o caixa rápido aceita no máximo 15 unidades!) - que não daria pra passar 15 dias do mês sequer - ter totalizado R$ 66,42. Mas algo naquela compra me deixava feliz e curiosa: a Revista Veja.
     A tempos, venho tentando me informar um pouco mais sobre a política... e não seria novidade se eu dissesse que isso diminui bastante meu alto astral.
     Aproveitando o "Especial 1964 - 31 de março, o dia que mudou o Brasil", VEJA (e pra quem nem sabe o que aconteceu, segue o vídeo) farei uma relação à notícia um tanto quanto intrigante sobre a queda da maior empresa brasileira que perdeu mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado em três anos. Não consigo imaginar nem a forma escrita dessa quantidade em dinheiro.
     A Empresa que era usada para segurar a inflação... calma aí! Querida Dilma, sabe-se que a inflação é o aumento do preço dos produtos devido ao maior nível de consumo, maior volume de moeda em circulação, e que faz diminuir o poder de compra da moeda. Vejo claramente esse poder de compra, que graças a essa Empresa deveria aumentar, diminuindo. Já te explico o porquê.
1. Prejuízo de US$ 1,18 bilhão na compra de uma refinaria nos EUA.
2. O confisco de duas refinarias da Petrobrás por Evo Morales. (Seu petistazinho!)
3. Uma refinaria orçada em US$ 2,5 bilhões que já está custando US$ 20 bilhões e ainda não começou a operar.
4. Atraso de quatro anos na construção de um complexo petroquímico, no Rio, cujo custo já saltou de R$ 19 bilhões para R$ 26,6 bilhões.
5. Negócios suspeitos com uma empresa de plataformas holandesa. Lógico né gente... de um Presidente “analfabeto”, evoluímos para uma Presidenta alfabetizada, porém faltou o inglês para entender as cláusulas do contrato. Que ingenuidade a nossa!
     Poderia estar escrito em Chinês: difícil é passar despercebido aos olhos uma cláusula que obrigaria a Petrobrás a comprar os outros 50% da refinaria de Pasadena, no Texas. Dizer que a própria Dilma levantou suspeitas sobre o negócio é mais do que uma grande surpresa, é um SINCERICÍDIO.
     Você se lembra da Lei dos Royalties do Petróleo sancionada pela Presidente Dilma no ano passado? Pois é. Pra quem não sabe, Royalties são repasses pagos ao governo federal pelas empresas que exploram petróleo como compensação por possíveis danos ambientais causados pela extração. 75% destinado à educação e 25% à saúde. Primeiro repasse de R$770 milhões. Você viu melhora na saúde e na educação? Nem eu. Mas eu remeti esse assunto só pra lhe dizer, que o investimento que poderia ser a salvação na educação e na saúde, adivinha? Vai diminuir!
     Graças a Arma - que não é mais uma arma – do PT, a Petrobrás caiu da 12ª para 120ª em ranking de maiores empresas. Fica a dica: Entre as 100 maiores empresas do mundo, Ela era a única brasileira. E mais: agora entre as 11 de países emergentes, nenhuma é brasileira. Um fator relevantíssimo para contribuição no desenvolvimento, deixa de ser um fator.
     Ou seja, BRASILEIROS, PREPAREM SEUS BOLSOS, O GOVERNO VAI USÁ-LOS! Pagaremos impostos altíssimos para recompor a merda feita pela gerência pública. E não vá pensar você que isso não refletirá na conta de água e luz, porque vai refletir. Aliás, “O risco de racionamento de eletricidade, antes inexistente no discurso oficial, foi reclassificado para “baixo” – MAS É ALTO”, altíssimo. Como se não bastasse a destruição da Petrobrás, a da Eletrobrás também ocorreu. MAS EU VOU AMAR UMA REIVINDICAÇÃO DE PESSOAS NAS RUAS POR FALTA DE ENERGIA! Motivo maior: seus celulares descarregados.
     Há uma cena passando pela minha cabeça: A instauração de uma CPI, exatamente como no filme “Tropa de Elite 2”, onde o Capitão Nascimento “desabafa”. Que lindo será Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás (preso na semana passada) contando fatos!
     Por fim, como eu disse no início do texto que relacionaria o Golpe de 64 ao Problema gerado pela Primeira Mulher que abriu a Assembleia da ONU: (E daí? Alguma mulher aí está orgulhosa pela dita cuja ter realizado tal fato? A bom!) Não façam encampação do resto da refinaria, como fez o Presidente João Goulart. Ou por favor D. Dilma, faça e seja destituída, nem que seja pelos militares!
    E o que seria da minha opinião política se não fosse o erro na questão do Enem que perguntava quem era o Ministro da Fazenda? Ai Guido Mantega! Com certeza, seria mais um voto contribuindo para “um governo socialista”. Apesar de que a escolha continua difícil: agora é entre os “menos ruins”.
     Conclusão: Nem o TREM escapa!
     Não se trata de uma tendência esquerdista.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PEC 37 disfarçada

Eu sei que está tendo copa, inclusive, eu estou torcendo. E mais inclusive, eu amo meu país! Digo logo: “Um homem pode amar o seu país, mas odiar o seu governo.”
Não sou do tipo que vive idolatrando os EUA ou qualquer outra nação, depois diz que ama o Brasil. Eu amo o “verdadeiro” brasileiro: aquele acalentador, educado, com sotaque arrojado, determinado, esforçado, de belo corpo, bela alma e samba no pé.
Exponho uma opinião anti petista há tempos. E mesmo antes de saber votar, o PT já não me descia “guelá abaixo”.
O futebol é algo simplesmente arrepiador! Duvida? Experimente sentar-se numa arena futebolística, ao lado de pessoas de mesma nacionalidade que a sua, todos com o coração uniformizado em um mesmo objetivo e cantar o hino nacional... eu nunca o fiz. Mas só de pensar... ARREPIEI!
É realmente discrepante a diferença do salário de um “craque”, para um médico (profissão de referência). Estudar é sim uma tarefa muito difícil, que exige muito esforço e disciplina. Não pense você que treinar todos os dias, esteja frio, esteja calor, seguir uma dieta para melhor desempenho em campo, treinar agilidade, perspicácia e trabalho em grupo, é uma tarefa tão mais fácil que estudar! Talvez tenham o mesmo grau de dificuldade, com atividades diferentes. Mas isso não ameniza a discrepância, lógico. Só que eu tenho a certeza; caso você fosse um jogador, estudaria todos os argumentos para explicar essa diferença assustadora!
Mas o que quero abordar e alertar aqui, não é o quão lindo e importante também, é o futebol, não só para o brasileiro. Eu estou do lado do esporte, sem dúvidas: ele ainda traz uma esperança no coração daquelas crianças tendenciosas a marginais.
Você se lembra da PEC 37? Da nossa vitória? Que ótimo! Agora... você se lembra sobre qual assunto ela dizia respeito? Vou te lembrar...
“A PEC 37 sugeria incluir um novo parágrafo ao Artigo 144 da Constituição Federal, que trata da Segurança Pública. O item adicional traria a seguinte redação: "A apuração das infrações penais de que tratam os §§ 1º e 4º deste artigo, incumbem privativamente às polícias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente"”. E isso significava que retiraria esta atribuição de alguns órgãos públicos e, sobretudo, do Ministério Público.
Graças ao “Gigante acordou”, em meio a tramitação da PEC 37 na Câmara dos Deputados, diversas organizações lançaram a campanha “Brasil contra a impunidade”. Ufa...!
SR. BRASILEIRO, o Sr. sabe da última?
Temos uma surpresinha guardada na gaveta da Justiça Eleitoral: as eleições deste ano podem ficar sem investigações de caixa dois, compra de votos e abuso de poder econômico. Isso mesmo! O lixo petista vai escorrendo água abaixo enquanto você só presta indignação diante da abertura da copa!
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou uma regra para que o Ministério Público só inicie investigações se um juiz de direito as autorizar. O chefe do Ministério Público defendeu a liberdade de agir da instituição e levou o caso ao STF. Amém.
Mas não se assuste! Eu vim aqui só para avisar os desavisados do ocorrido. (23/03/2014) E que mesmo já há dois meses, tenho certeza que muitos estavam preocupados em criticar: “Eu acho um absurdo festejarmos a copa no Brasil. Um país sem infra estrutura, sem saúde, sem educagooooooooooooool! ACORDA BRASIL!
Enfim, essa passou despercebida, mas ganhamos.

Só não venha dizer que o problema no Brasil são os políticos. O problema do Brasil é VOCÊ! (Que não quer estudar, que reclama da segunda-feira, que não quer trabalhar, que quer ser sustentando pelo bolsa família, não sabe votar, não tem iniciativa, só paga de crítico e vai saber Deus o que será no futuro).
Saber separar uma coisa da outra, já é um excelente começo.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

03/04/2014 – Um sorriso no farol


Longe de instigar um debate acerca do slogan “Não dê esmolas, dê futuro”, mas são experiências como essa que precisam ser compartilhadas.


Sabe aquelas pessoas que expõem um tipo de arte circense no semáforo em troca de esmolas? Esmolas? Você pensa que são esmolas.

Pois então... diante da Campanha “Não dê esmolas, dê futuro”, a atitude daquelas pessoas, me intrigava de uma forma eufórica: tinha grande curiosidade de perguntar à elas, o porquê – já que o circo Tihany estava na cidade a mais de mês – não procurar emprego no circo.

Pare agora de se perguntar por que eu não o fiz. Porque eu fiz! Não venha me dizer que você nunca sentiu medo das pessoas que pedem esmolas no sinal. “Vai que elas sacam uma arma e mandam você descer!”. Eu também tenho um certo medo... Até o ponto de que foi preciso analisar “a cara” de cada um. Não era um julgamento! Era uma análise. 

Analisei tão precisamente que comecei a ficar com medo, digo, mais medo: em sinais diferentes, lugares diferentes, em dias diferentes, eu encontrava a mesma dupla. ÓH! Na teoria é lindo saber o quão difícil e/ou inoportuno é o julgamento que fazemos sobre os homens. Acho que por isso decidi não julgar e parar de pensar na morte. Rs

Numa gota de suor, a um passo de distância, perguntei: “Por que você não vai arrumar um emprego no circo?” Não sei vocês, mas eu fui surpreendida com a resposta: “Porque o circo não me oferece a liberdade da rua, com um salário de aproximadamente 1 500,00 (mil e quinhentos reais) por mês." (Quase um hashtag – beijo no ombro). 

Caros leitores, circos em grandes estruturas como o Tihany, remuneram seus funcionários, dependendo de sua função, com até 15 000,00 (quinze mil reais). Mas acalme-se! Estudar é tão difícil quanto se equilibrar em uma bicicleta, sobre uma corda, à cinco metros de altura.

E aí viria a minha indignação se alguém tivesse a desumanização de impedir aquele trabalho. Jamais quero excluir àqueles que estão ali, nas cores vermelha, amarela e verde, sem nem saber conversar direito. Dá para polemizar muito o assunto de não dar esmolas. Mas, você acha que essa não é uma forma digna de trabalho? 

Digno mesmo é estar sentado dentro um carro blindado, em Moema (SP - Capital), com um rolex no braço, depois de um dia exaustivo de trabalho. Isso não “suja” as ruas com pessoas pedindo esmolas. (Detalhe: tráfico)

Mas o ponto principal do meu dia foi que, antes de parar naquele sinal, eu estava com a mente poluída de pensamentos que estavam prestes a se tornar problemas. Problemas que nós seres humanos, criamos no impasse de não confiar. (Imaginem ateus, esse é um texto totalmente laico).

Enfim... aquelas pessoas ganhavam “esmolas”, (que graças a Deus estão entre aspas), alegrando o dia de ingratos como eu. Isso mesmo: eu, que sem nem estar na tpm (não sofro disso, jamais) comecei a cantar mentalmente com eles: “Parabéns pra você, nesta data querida...”. De quem é o aniversário? Não sei. Mas quando dei por mim, estava cantando alto e sorrindo.

Pessoas que eu nunca vi - já até senti medo - com apenas um violão, um apito, uma perna de pau, e um swing poi, cantando!, fizeram do resto do meu dia, muito mais feliz.

Obs. infeliz: eu não tinha 5 centavos se quer, alcançáveis, que eu pudesse lhes entregar.

Por: Amanda Fracarolli