domingo, 25 de setembro de 2011

Pais e filhos - felicidade é um direito

     Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
     Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
     Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
     Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
     Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
     É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
     Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
     Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço".
     Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
     A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
     Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
     Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
     Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
     Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
     O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
     Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
     Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
     Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
     Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Menestrel - William Shakespeare

     Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

     Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
     Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
     Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
   E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
     Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
     E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
     E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
     E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
     Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
    Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
    Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
    Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
    Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
     Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
    Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
     Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
     Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
     Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
     Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
     Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
    Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
    Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
   E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Rio De Janeiro. Dias de hoje.

    Pode até parecer clichê de filme americano, mas é na hora da morte que a gente entende a vida. Eu dei muita porrada em muita gente, esculachei com os policias corruptos, levei um monte de vagabundo pra vala. Mas não foi nada pessoal.
    A vida me preparou pra isso. E missão dada parceiro, é missão cumprida.
    Eu tentei salvar minha família, colocando um cara confiável no meu lugar. Não deu certo e eu voltei. Eu comandava o tráfico no morro da formiga, e se não tivesse sido o que aconteceu com meus parças, eu não tinha ido pra penitenciária do “Bangu” – primeiro presídio de segurança máxima.
    É lá que iam parar os chefões do tráfico. Os caras que a polícia pegava e não executava, iam presos. Cada comando ficava numa área isolada. Se deixasse misturar, os vagabundos se matavam. Sabe o que eles faziam lá dentro ? O mesmo que faziam aqui fora: viviam em guerra disputando o controle do tráfico da cidade. Por mim, o certo era fechar a porta e jogar a chave fora, e deixar os caras se estrucidarem lá dentro. 
    Eu estava decidido a não experimentar a droga, eu só queria sustentar minha família. Eu ganhava sim com as vendas, e além disso, não pagava o preço do vício. Ai fui preso, e virei viciado.
    E graças a Deus, tem muito intelectualzinho de Esquerda, que vive defendendo vagabundo. E eles fazem a cabeça de muita gente. “Prisão hoje é um lugar extremamente caro, pra tornar as pessoas piores. Em 1996, a população carcerária era de 148 mil presos. Hoje, 15 anos depois, a população carcerária é de mais de 400 mil presos.”
    O Rio de Janeiro hoje, está loteado em 3 facções criminosas, que estão em constante conflito. E “Bangu”, é exatamente a mesma coisa. 3 facções criminosas, alimentando ainda mais o ódio e a rivalidade. Um bando de miseráveis, que não tiveram chance de educação. Que não tiveram chance nenhuma na vida. Trancados e esquecidos nas piores condições inimagináveis. E sendo controlados por uma polícia com fortes tendência a corrupção.
    Ainda tem gente que abre a boca, pra dizer que o Brasil é o país da impunidade. Pode até ser, pra um determinado setor na comunidade. Porque para os demais, pras classes subalternas, pros meros mortais, o bicho pega. Eu digo isso, porque sou vítima disso tudo.
    Ai rolou uma carnificina, e os mais casca grossa do comando vermelho, foram exterminados. E o que rolou, foi que o Cara dos Direitos Humanos, tava sujando a imagem do comando. Mesmo eu tendo que estar do lado dos Direitos Humanos, eu queria mais era um comando forte. Porque eu já não via a hora de sair dali. E sabe o que o governo queria fazer ? Dar chance pros manés, entrar de novo nas comunidades, matando, extrucidando... e  eu só queria sair dali. A cidade ia virar uma enorme mancha vermelha, poça de sangue. E eu estava incluso nessa.
    O que aconteceu, foi que o comandante da secretaria de segurança pública, tava transformando o comando numa máquina de guerra. E o extermínio ia começar.
    Pra certas pessoas, a guerra é a cura. A guerra funciona como uma válvula de descarga. A pressão ta grande em casa; a solução é ir pra rua. E eu fui sempre assim. E pra eles, um tráfico fora da jogada, a farra dos corruptos iria acabar. Quanto menos cocaína e maconha chegassem nas bocas, menos o tráfico ia faturar. Se os vagabundos quebrassem, os corruptos quebrariam também. E ai, ia fuder o sistema.
    Eu tenho uma vida pra seguir, uma família pra criar. Meus filhos acham que eu sou um traficante vagabundo viciado. E foi mesmo o que comecei a sofrer. Eu tinha que ficar deprimido com isso tudo. Mas “algo” me fazia ter estima. 
    Tinha um plano: numa dessas entradas policias no presídio, sair massacrando e fugir. O que em teoria, eu e vários outros, achávamos que daria certo. Só que na prática deu tudo errado. O que aconteceu de verdade, foi bem diferente do que eu planejei. 
    Me livrei de Bangu, e voltei ativa no meu beco.
    Nada como uma crise econômica pra aguçar a criatividade. Foi só cortar o arrego do tráfico, que os corruptos perceberam o óbvio. Qualquer comunidade pobre do Rio de Janeiro, é muito mais do que um ponto de venda de drogas. Toda favela é um mercado poderoso de muita coisa comprada e vendida. Em quatro anos, o sistema tomou conta de quase toda zona oeste do Rio de Janeiro. Antes, os policiais invadiam, e os traficantes voltavam. Só que quando os corruptos começaram ocupar as favelas, os traficantes não voltavam mais.
    Por um bom tempo eu pensei que o sistema tava ajudando o comando, só que na verdade, era o comando que tava ajudando o sistema.
    Estava criado um monstro que iria engolir a todos. Milícia é máfia. Um verdadeiro crime organizado. Antes, os políticos usavam o sistema pra ganhar dinheiro. Agora, eles dependiam do sistema pra se eleger. O voto é a mercadoria mais valiosa da favela.
    A milícia tinha tanta certeza que o governo ia expulsar os traficantes do tanque, que já tava até recrutando gente pra impedir que eles voltassem. E de novo, o comando ia invadir o morro. Pra tomar o tanque, só fazendo uma mega operação. Mas isso o governador não queria, porque ano de eleição, não pode morrer inocente.
    E eu sobrevivi a mais uma invasão. Pior, em meio a bala perdida, acabei matando minha mulher. E descobri que a secretaria de segurança, era o coração do sistema. A segurança pública do estado do Rio de Janeiro estava nas mãos de bandidos. E minha honestidade com o tráfico e o contrabando, já não me faziam confiar em ninguém.
    Não tive chance nem escolha: ou eu entrava pro tráfico, ou eu morria de fome. Então eu percebi, que as vezes o sistema nos acerta onde mais dói: tive meu filho ferido, morto. Onde a bola da vez, era eu.
    Eu não tinha mais alternativa: eu tinha que bater de frente com o sistema. Eu tava disposto a matar todo mundo, queria fazer juz com as minhas próprias mãos. E eu sabia que o sistema era um mecanismo impessoal. Com articulação de interesses escrotos. 
    Fui pego de surpresa, mas dessa vez, eu não estava sozinho. Os filhas da puta escaparam, mas a minha guerra contra o sistema, tava só começando. Agora era pessoal, e eu ia continuar lutando, só que de um jeito diferente.
    Já que além de traficante, eu estava envolvido no sistema, fui obrigado a depor. Abriram uma CPI em época de eleição e os partidários opostos, já estavam contra, com o argumento de que ia virar campanha eleitoral.
    Meu nome é Roberto Braga Silveira, comandei o maior tráfico da zona oeste do Rio de Janeiro. Me dediquei 15 anos da minha vida, a única e exclusiva função de sustentar minha família, e não deixar que meus filhos virassem um ser humano como eu. Vou dizer uma coisa que não é fácil, mais é verdade, é que de fato a PM do Rio tem que acabar. Quando o meu filho tinha 10 anos, ele me perguntou porque que o meu trabalho era tão perigoso. Meu filho Rafael, que está sepultado na favela do morro da formiga, vítima de um tiro de pistola. E eu não sei responder a pergunta dele. Eu tenho 15 anos de tráfico, e não sei dizer a ele, porque que é que eu optei por isso, ao invés de uma vida digna. Sendo que eu considerava a minha, digna. Mas o que eu posso afirmar com certeza, é que o tráfico, não puxa esse gatilho sozinho. Metade dos partidários aqui, deveriam estar na cadeia. Metade é pouco. De ficha limpa, poucos são. Deputados chefes das maiores organizações criminosas da cidade. Com parceria do ex secretário de segurança, um dos piores bandidos. 
    Eu fui pra CPI, pra detona o sistema. Eu fui lá pra falar a verdade, dizer o que eu tava sentindo. Contei tudo o que eu sabia, reconheci meus erros. E falei por mais de 3 horas. 
    Dei porrada em muita gente, coloquei muito político corrupto na cadeia. Por causa do meu discurso, teve filho da puta que foi pra vala muito antes do que esperava. Foi a maior queima de arquivos da história do Rio de Janeiro. Mesmo assim, o sistema continuava de pé. O sistema entrega a mão pra salvar o braço. O sistema se reorganiza e articula novos interesses. Cria novas lideranças. 
    Enquanto as condições de existência do sistema estiverem presentes, ele vai existir. 
    Agora me responde alguma coisa, quem você acha que sustenta tudo isso ? 
    É, e custa caro. Muito caro. O sistema é muito maior do que eu pensava. Não é atoa que os traficantes, policiais e miliciantes, matam tanta gente nas favelas. Não é atoa que existem as favelas. Não é atoa que acontece tanto escândalo em Brasília, que entra governo, sai governo, e a corrupção continua. Pra mudar as coisas, vai muito tempo. O sistema é foda, ainda vai morrer muito maçante. 
    “Aqui jaz sepultado Roberto B. Silveira, 21 de maio de 2011.” Viciado, morreu com efeitos de uma parada cardíaca.                                                                                                                            'A.F.

Bob Marley

Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.

sábado, 7 de maio de 2011

A pessoa errada

     A pessoa errada te faz perder a cabeça, a pessoa errada te faz perder a hora, a pessoa errada te faz morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, pois na hora que vocês se encontrarem, a entrega vai ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é aquilo que a gente chama de certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois, vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Talvez, ela te magoe, mas depois, vai te enxer de mimos, pedindo seu perdão. Talvez ela não esteja 100% do tempo ao seu lado, mas estará 100% da vida dela, esperando por você. Estará o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa. 
Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Uma das soluções: amor

     O mundo vive tanto desamor, indiferença e sacanagem, que o afeto será sempre bem-vindo, qualquer que seja a sua forma. Não falo apenas do amor romântico, aquele que acontece entre duas pessoas. Falo do amor que flui o tempo todo, em todas as direções, a qualquer hora. Isso é o que está faltando. Todos podem ser uma fonte de amor. Sendo amorosos com cada pessoa, amorosos em tudo o que faz, só o amor dá segurança. Só o amor tem razão. O amor aproxima as coisas mais distantes, ele vence o tempo, o espaço e o amor universal é a única saída. Há muitas famílias que vivem em seus lares como se tivessem numa espécie de redoma, vendo o mundo externo como uma ameaça. E o resultado disso, é que encontramos pessoas bastante desconfiadas, sem nenhum senso de cooperação social... Toda renúncia, entrega de si, toda dedicação operosa, todo devotamento para eles parece perda ou atitude inútil. O interesse individual passou a ser de ordem suprema. Na busca da autenticidade, muitos conceitos vão sendo questionados. Cada um desenvolve as suas próprias idéias, querendo que o outro se comporte de acordo com elas. Você espera receber aquilo que precisa e esquece que a natureza do amor está exatamente no oposto: no interesse puro de ajudar no crescimento alheio, no desejo de participar na construção de um mundo melhor. Sem amor para consigo mesmo, é impossível amar ao próximo. A maturidade deste momento está na busca do respeito de dentro para fora e não a partir de uma ordem que determina o certo e o errado. A base é o respeito por si mesmo, o reconhecimento do ser único.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amigo da alma

     Inevitável. Foi o que veio a minha mente ao atender a um telefonema que exigia uma certa atenção. E o mundo desabou.Todos os sentidos das palavras, diante de todas aquelas lágrimas de sangue que corriam do meu coração, desapareceram diante da grande saudade que senti e todos os momentos de alegria passaram instantaneamente por mim. Em que meu corpo se envolvia me deixando rolar por lentos passos. E me lembrei de quando estava eu, apresentada ao amor. Ao desligar, fingi que não passava de uma brincadeira de mau gosto. Não havia mais refúgio. Sempre me disseram que o tempo é a maior virtude da vida. E aprendi que cada um tem o seu, além de entender que o maior castigo para o ser humano, é a perda. Difícil mesmo, é ser vulnerável a aceitar. E estamos sujeitos a dor, à saudade. Diga-me? O que é a saudade agora? Sabe definir saudade? De que vale as lembranças? Agora, é apenas o que resta. E o contentamento está em pensar que existe sim um paraíso, onde talvez possamos nos reencontrar novamente. Ninguém poderia imaginar que algo assim pudesse acontecer, e talvez, possamos ser os próximos. De agora em diante, força será o alimento para o meu viver. E meus sorrisos só serão completos, quando eu sentir a nostalgia de reviver aqueles momentos. O motivo de não compreendermos esse ciclo, é a forma contrária como isso nos foi imposto. Não é assim que deve ser; assim julgamos. Sentimos a sensação de não poder voltar. Me dê a mão e caminhe sempre ao meu lado. Não se esqueça de como é importante na minha vida. Mas devo seguir? Volta pra casa. De que me adianta chorar agora? Sua tarefa foi realizada com sucesso. Porém, irreversível.



(Dedicado ao falecimento de pessoas queridas, com o sentimento em uma menina, Jadi). 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Camões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo mundo é composto de mudanças,
Tomando sempre novas qualidades.


Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

É bem, e o resto ?

Capítulo CXLVIII
   (...)
   Mas não é este propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. 1: "Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti." Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca.
   É bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve!
                                                                                                      (Machado de Assis, Dom Casmurro)


- Eis ai a discutível traição

quarta-feira, 2 de março de 2011

Alice no país das Maravilhas

"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas...
Mas não posso explicar a mim mesma."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Oficialmente a última, Interact 19/01/2011


     Boa noite a todos os companheiros. Hoje vou lhes contar o caminho que segui dentro do Interact. Tudo começou em fevereiro de 2006. Eu sentia muita vergonha e na verdade não entendia absolutamente nada. No mês de julho completei 12 anos e aí estava começando a fazer mais amizade com o pessoal. Meu primeiro encontro foi o 1º ECEI de General Salgado. Algo inesquecível! Tanto pelos erros ocorridos, quanto pelas trapalhadas realizadas. Mas foram as pessoas que eu conhecia aos poucos, os mesmo ideais, e até aquelas intermináveis  discussões em grupo – que confesso que às vezes eu estava longe; tão eufórica com toda aquela situação, que se me fizessem uma pergunta, seria difícil encontrar um lugar para me esconder - que marcaram essa etapa da minha vida.
     Tudo era novidade e as necessidades que começavam a nos serem expostas, me faziam idealizar um sonho para cada pessoa. Completei 13 anos, 14 e a mudança que começava sentir em mim, era o meu amadurecimento perante o ser humano. Fui e sou uma eterna menina. Mas existem desafios que nos põem a frente de enfrentar a nós mesmos. Quando entramos na gestão 2008/2009 com o Presidente Guilherme Sicuto, levei um baita susto, pois ele me disse: “Gostaria de convidá-la para que fosse minha Diretora de Protocolo e não aceito não como resposta”. A única coisa que eu sabia, era que esse cargo, fazia uso da tribuna. Aceitei. E fui aprendendo aos poucos.
     Então veio o Encontro Distrital, o EDI, que aconteceria nessa cidade. Ótimo para nós. E a minha função nisso tudo, era conduzir as reuniões com aproximadamente 600 adolescentes insaciáveis. Com calma, consegui. Errei. E se não tivesse errado, não teria aprendido qual era a maneira certa. Mudou-se a gestão.
     Trocou-se o Presidente. No ano da Presidente Nayara Moreti, despertou em mim uma vontade de me aprofundar em relação ao Interact. Candidatei-me a presidência e graças aos meus companheiros que acreditaram na minha capacidade, fui eleita. E como daquele dia em diante meus planos eram completamente incertos, escolhi nosso companheiro Hugo como vice-presidente. Pois, caso me fizesse ausente, ele com certeza saberia como conduzi-los. Como fará e impressionará de agora pra frente, muitas pessoas que um dia duvidaram que ele conseguisse.
     As pessoas que mais tenho a agradecer, são meus pais e meus avós. Minha mãe sempre caminhando junto comigo, meu pai, que mesmo longe me dava força e meus avós que viviam me dando lições. E a vocês interactianos que cooperaram para a solidariedade e o sucesso. Sucesso e mérito de casa um de nós, que erramos, aprendemos e crescemos. Conselheiros que boquejaram, me ensinaram, bronquearam e assumiram seu papel de amigos, realmente conselheiros.
     Eu sempre fui uma pessoa livre com as palavras. Dentro de limites. Fui sempre em busca dos meus ideais. Aprendi coisas tão simples que fizeram uma grande diferença. Aprendi que aqui você usará o pronome nós e não, eu. Que o seu, será meu, será dela, será nosso. E entendi que aqui existem preceitos dos quais me faziam sentir mal em segui-los. Que se NÓS fizermos por merecer, EU não quero singelo prêmio. Este prêmio é NOSSO!
     Vou levar daqui, grandes lições, grandes amigos, grandes amores. Amor que nem eu sabia que sentia. Paixão em me doar em prol de um próximo. Simplesmente me ponho no lugar daqueles que precisam de nós. Não foi fácil conduzir 6 meses de Presidência. E sabe qual o maior desafio dentro do Interact ? É dar estimulo e incentivo aos novos voluntários do grupo. E aos velhos também.
     Mas, graças ao empenho de todos, hoje nos encontramos em mais ou menos 35 interactianos a mais nesta família. Arrecadamos ou melhor, cada um de nós doou alimentos para ajudar pessoas carentes, resultando em mais de 2 cestas básicas; fizemos o natal de quase 300 crianças, mais feliz; vendemos rifas de carro e arrecadamos $1000,00 dólares revertidos em doações; plantamos e colhemos sementes com o intuito de preservar o meio ambiente; e o mais importante: conscientizamos, nos conscientizamos de como é bom fazer o bem, sem olhar a quem; para continuação de um maravilhoso trabalho.
     Quando fui empossada, tive de me apresentar. Agora que me despeço, me reapresento. Sou Amanda De Souza Fracarolli, tenho 16 anos e aqui deixo a Presidência do ano rotário 2010/2011, com o lema: “Fortalecer comunidades, unir continentes”. Gostaria de convidar o companheiro Hugo para transmissão do cargo de Presidente. Obrigada a todos.
                                                                            A.F'

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

à Caroline Buosi, 15 anos.


Erα umα vez umα princesinhα... Ela αchαvα que todαs αs pessoαs erαm legαis, que todαs αs αmizαdes erαm verdαdeirαs e todos os αmores erαm pαrα sempre. Elα pensavα que ninguém nuncα α mαchucαriα, porque elα nuncα mαchucαria ninguém. Elα erα umα criαnça ingênuα, que αcreditαva e confiαvα em tudo e em todos... De repente, de uma linda garotinha; hoje, uma mulher! Não há explicações ou justificativas pra provar ou jurar o amor de todos que estão a sua volta. Te querer bem é rotina; te amar, um desafio e estar do seu lado todos os dias...?! Não tem preço! Estamos aqui hoje, pra celebrar contigo uma data especial... Chegamos juntos e vitoriosos até aqui... pessoas que entram, pessoas marcantes, pessoas que saem... pessoas que jamais te abandonarão! Muitos são os amigos que vêm, mas poucos são os que ficam. Uma coisa que eles tem em comum: o carinho e amor por você. Não tenha medo de abrir seus olhos, não é um sonho. O tempo passa, e vamos descobrindo juras... juras eternas, juras que são esquecidas ao clarear do dia. Juras eternas de amizades eternas. Juras de amor, amor prematuro, amor inocente. Amor incondicional! Saudade; saudade que não falta, saudade que dói, saudade que faz relembrar bons tempos. As vezes até, que nos faz rir, até que todos os músculos do abdômen doam, até não dar mais. Não se deixe abalar pelos desafios, pelo cansaço, pela monotonia, pelas dúvidas contra a própria capacidade. Porque não se pode ter pressa de ser feliz. Felicidade não é fruto da ostentação, nem do luxo. Só é feliz quem sabe suportar, perder, sofrer e perdoar. Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar. Ajude a quem precise com tudo que venha do seu interior: as palavras mais simples, sinceras e mais significativas. Com o sorriso que vem de dentro, do brilho dos seus olhos. Procure a poesia da vida. A poesia de se viver onde possa se encontrar as flores, as cores, as essências. Nunca guarde suas vontades. Apenas sinta, seja, veja e viva. Viva intensamente. Cada instante, cada momento, que ninguém poderá saber quando isso tudo terminará. Não olhe para trás e lastime-se de tudo o que passou; apenas guarde como boas lembranças. Lembre-se: seus erros só fizeram de você, cada vez mais forte. Se for preciso chorar, chore. Grite, cante. Sem medo... Não cometa a loucura de querer somente felicidade em sua vida. Pois o que seria de um dia feliz, após um dia triste? Sonhe, seja realista, mas deixe a crueldade de lado. Acredite na beleza das coisas. Seja sempre você mesma, sem máscaras, sem falsidade, sem falcatruas. Os nossos sentimentos nunca precisaram de motivos e nem os desejos de razão. Então aproveite este momento e aprenda sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver. Nunca espere por algo. Enfim... ainda não aprendemos a viver, a arriscar por aquilo que queremos, a sentir aquilo que sonhamos... até a hora que a vida se encarrega de decidir por nós mesmos. Tenha sempre em mente... “antes arriscar, do que apenas sonhar”. Viva, tente, entregue-se! E AME acima de tudo! Se errar?
Paciência, continue vivendo, e por isso aprendendo.
PORQUE ERRAR É HUMANO. Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço.
Sim, vale... É só não desistir.

Na verdade, era mais fácil lhe dar um abraço do que te escrever... é a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos, mas que palavras não podem dizer. E independente de tudo, ao abrirmos os braços, estamos abrindo os “braços” do coração. Abraço que conforta, que aconchega, que dá saudade...
E o nosso abraço é o mais sincero e amável. Sempre estaremos de braços aberto pra você! Porque de todas as pessoas, que entram e saem de nossas vidas, nós vamos ser sempre, aqueles que estarão por perto... às vezes por pensamento, mas sempre levando essa amizade no coração. Enfim, palavras não são como atos, mas podem perfeitamente serem sentidas se forem verdadeiras. E aqui, agora, te desejo parabéns e toda felicidade do mundo! Porque sem dúvida alguma, você merece tudo o que há de melhor. Eu te amo!
20-02-2010                                                             A.F'